Este blog foi criado com o intuito de servir de alerta para as questões de Higiene e Segurança no trabalho, por vezes de forma mais séria e informativa, outras vezes, recorrendo ao humor.


Sunday, July 25, 2010

Software português mede níveis de alegria no trabalho

Qualquer bom gestor sabe ver se os seus trabalhadores estão satisfeitos ou insatisfeitos, certo? Errado. Não é contando o número de vezes que alguém canta a caminho da máquina do café que se descobre até que ponto os funcionários se sentem bem na empresa. Mas esse indicador pode ser bem mais fidedigno que a resposta aos questionários "obrigatórios" que os departamentos de recursos humanos levam a cabo uma vez por ano. Perguntar o grau de satisfação de 1 a 5 é a melhor maneira de ter uma resposta inútil.

Foi a pensar nesta lacuna que duas empresas portuguesas, Via Consulting e Ask For Alchemy, criaram um software próprio para medir a felicidade das pessoas no local de trabalho. Chama-se "Are You Happy" e determina o nível de felicidade entre 0 e 4, com muitas casas decimais pelo meio. Segundo Luís Pereira, presidente executivo da Via Consulting, o processo de análise pode demorar até três meses em cada empresa. E, por vezes, os resultados são surpreendentes.

"A qualidade emocional das pessoas em ambiente de trabalho é um contributo mais decisivo que o QI para a produtividade", explica o responsável, sublinhando que este ainda é um aspecto pouco explorado em Portugal. "Se as pessoas se sentirem mais satisfeitas no ambiente de trabalho, vão ser mais produtivas e mais empenhadas", adianta Luís Pereira, "e isto é algo que a comunidade científica tem vindo a comprovar".

O software tem um questionário de base, mas é necessário trabalhar com a empresa cliente para adaptar as perguntas. Tudo depende do tipo de actividade da empresa, se é um SPA ou uma repartição de Finanças, e do tipo de funcionários que tem. Além disso, um funcionário de call center recebe menos perguntas que o gestor de contas num banco. "O racional é muito diferente dos questionários tradicionais", explica Luís Pereira, exemplificando: uma das perguntas que pode ser feita é se o trabalhador tem o hábito de cumprimentar o recepcionista quando chega de manhã.

Depois de compiladas as respostas, o algoritmo do software determina o nível médio de felicidade. E este costuma ser baixo entre os trabalhadores portugueses. Luís Pereira frisa que "tudo o que se relaciona com a capacidade de inovação está abaixo da média" e que as pessoas gostariam de ser "mais desafiadas". Por outro lado, o estilo de gestão das multinacionais desencoraja os afoitos: "Os funcionários cumprem mais e opinam menos", diz o responsável.

Outra situação que gera infelicidade é a não celebração dos momentos positivos das organizações. "A verdade é que as pessoas interpretam isso como não fazendo parte da empresa", indica Luís Pereira. Conforme os resultados, a Via Consulting fornece dicas e soluções para melhorar os índices e volta a fazer medição meses depois. "Para quem decidie às vezes faz-se um clique", remata o responsável, garantindo que as diferenças costumam ser substanciais.

Fonte: http://www.ionline.pt

Friday, July 23, 2010

Friday, July 16, 2010

Thursday, July 15, 2010

Monday, July 12, 2010

Reportagem sobre "Riscos Industriais - O preço do Perigo".


Realizado por FRANCE2,a emissão COMPLEMENT D´ENQUETE é uma emissão de culto em França e de extrema qualidade. Propõe de forma quinzenal uma reflexão e abordagem mais profunda sobre temas da actualidade. Esta emissão data de 2005.

Aqui são abordados temas como seja a questão do amianto ( e as questões éticas da SHST que se levantam), a falta indesculpável do empregador , a lei do silêncio das populações, o equilíbrio ténue entre Direito ao Trabalho e Direito à Segurança e Saúde no Trabalho, entrevistas com vários responsáveis governamentais, entrevista com um Professor de Ergonomia, situações de morte certa para trabalhadores expostos a substâncias cancerígenas, os indicadores biológicos e a "não-confidencialidade" de informações sigilosas, a "instrumentalização" sindical, a limitação de informação para evitar suicídios nos trabalhadores, a escolha consciente entre "saúde" ou "emprego" e como a subordinação jurídico-económica se processa na prática e sempre quebra do lado mais fraco, a importância de uma verdadeira medicina do trabalho , umas das profissões mais perigosas do mundo- pintura de aviões, entrevista com responsáveis pela prevenção de riscos, a Directiva seveso II e as dificuldades da sua aplicação , o caso AZF em Toulouse, populações que vivem em zonas de morte certa considerando as consequências dos efeitos do BLEVE, riscos ambientais marítimos e do transporte de mercadorias por via marítima em geral, o controlo técnico dos petroleiros quem as faz e de que forma, os riscos sísmicos, a preparação das populações para situações de emergência, a impossibilidade económica das Câmaras de "colocar em conformidade os edifícios" face aos regulamentos anti-sísmicos , como surgem e quem define os regulamentos anti-sísmicos, casos de prevenção sísmica na Construção, Cultura de segurança, bons exemplos de cultura de prevenção no Mónaco, percepção do risco pelas populações ...

Ideal para ser usado em contexto formativo, sensibilização divulgação , e certamente do agrado dos profissionais da SHST/AMBIENTE. É dirigido à população em geral, mas os técnicos podeão ler nas entrelinhas tantos aspectos que conheçemos tão bem.

Para acederem ao texto original e saberem como obter a reportagem acedam ao site.