Este blog foi criado com o intuito de servir de alerta para as questões de Higiene e Segurança no trabalho, por vezes de forma mais séria e informativa, outras vezes, recorrendo ao humor.


Friday, January 4, 2013

Acidentes de trabalho mortais no setor da Construção Civil em 2012


Em 2012 morreram 33 trabalhadores da construção civil, sendo que sete trabalhadores foram “mortos” por incumprimento de regras de segurança.
Em conferência de imprensa realizada dia 20 de Dezembro no Porto para apresentar o balanço da campanha 2012 alusiva à Higiene, Saúde e Segurança no setor da construção, Albano Ribeiro anunciou que “morreram 26 trabalhadores” no setor da construção e que foram “mortos mais sete” por falta de segurança em algumas empresas.
“É preocupante o desinvestimento que se está a verificar em muitas empresas do setor da construção, no que diz respeito aos meios de proteção quer individuais, quer coletivos, o que pode levar a que no próximo ano se verifique um grande aumento de acidentes mortais no setor”, alertou.
Albano Ribeiro admitiu que há empresas que “em nome da crise, obrigam os trabalhadores a pagar os meios de proteção” e denuncia que é “precisamente em empresas com este tipo de pensamento e desrespeito à lei vigente em relação às questões de segurança, onde mataram sete trabalhadores”.
“É preocupante o enorme desinvestimento que se está a verificar no setor em nome da crise, em relação às questões de higiene, saúde e segurança”, refere o sindicalista, acrescentando que as mortes naturais no setor também têm aumentado porque as empresas “não pedem exames médicos” aos trabalhadores, nem “avaliam” a forma física.
Segundo o Sindicato da Construção em Portugal houve um decréscimo de trabalhadores mortos este ano em relação a 2011 com a ajuda da campanha 2012, onde se realizaram “307 ações de sensibilização pedagógica alusiva à segurança, nas quais foram contactados 60 mil trabalhadores”.
Para 2013, o Sindicato da Construção de Portugal prevê incidir as ações e intervenção nas pequenas empresas, que “são as que menos cumprem as normas de segurança”.
Para o ano, Albano Ribeiro estima que o número de desempregados no setor vá aumentar "com mais alguns milhares de trabalhadores", caso não arranquem obras de requalificação da linha férrea e de requalificação nas cidades.
Fonte: www.ionline.pt

Wednesday, December 19, 2012

Segurança nas Ruas - Pedestres

Mandar SMS enquanto se anda pelas ruas é a atividade mais perigosa em ruas metropolitanas: aumenta até quatro vezes a probablidade de a pessoa se distraír e ignorar sinais de trânsito! As pessoas que mandam mensagens enquanto caminham também demoram mais tempo a atravessar grandes cruzamentos.

Um estudo levado a cabo pelo Centro Harborview de Pesquisa e Prevenção de Lesões, da Universidade de Washington, analisou mil pedestres em 20 cruzamentos movimentados. Os resultados mostram que uma em cada três pessoas que caminhavam em Seattle, nos Estados Unidos, estavam a utilizar smartphone ou a fazer outras atividades que as distraíam enquanto tentavam atravessar a rua.

Para a professora Beth Ebel, que chefiou a pesquisa, deveria haver uma política de "baixa tolerância" com as pessoas que usam o telemóvel e andam ao mesmo tempo, assim como há leis que proíbem motoristas de falar ao telefone ou mandar SMS enquanto conduzem. Isto porque pedestres distraídos também são muito propensos a envolver-se em acidentes.

"Há alguns anos, ninguém pensaria duas vezes sobre beber bebidas alcoólicas antes de entrar no carro e conduzir de volta para casa. Mas hoje as pessoas entendem os riscos, e temos que levantar a mesma preocupação numa era com distrações cada vez maiores", defende. "Talvez precisemos de campanhas publicitárias para passar a mensagem", completa.

Mexer no telemóvel, assim como ouvir música com auriculares têm sido duas atitudes a preocupar os especialistas em segurança e os pesquisadores. Psicólogos alertam que as pessoas envolvidas nessas atividades têm "atenção dividida" ou "cegueira não intencional".

No estudo conduzido por Beth Ebel e a sua equipa, falar ao telefone ou mandar SMS, ouvir música, conversar com outras pessoas e prestar atenção a crianças ou animais de estimação foram as atividades distrativas mais observadas, e atingiram quase 30% das pessoas que atravessavam a rua. Uma em cada dez pessoas ouvia música, e 7% dos pedestres estavam a mandar mensagens de texto. Outros 6% falavam ao telemóvel.

Além de ignorarem mais os semáforos, os pedestres que mandavam mensagens de texto também foram mais propensos a atravessar a estrada em diagonal e a não olhar para os dois lados. Eles também demoravam até 2 segundos para atravessar os cruzamentos de três a quatro faixas. Em comparação com os que prestavam atenção no cruzamento e conseguiam atravessar a rua em 0,75 segundos, os distraídos levaram em média até um 1,30 segundos.

A demora era um pouco menor entre os que ouviam música, mas eles também foram menos propensos a olhar para os dois lados antes de atravessar. Os pedestres com crianças ou animais de estimação tiveram uma taxa três vezes maior de falta de atenção relativamente aos dois sentidos de trânsito na estrada.

"Os observadores (do estudo) eram estudantes e ficaram estupefactos com o que viram. Isso fê-los pensar, e acredito que as escolas também deveriam conduzir este tipo de exercícios, para alertar as crianças sobre os riscos de andar distraído", sugere Beth. Segundo a investigadora, a maior parte dos que mandavam SMS enquanto atravessavam a rua eram adolescentes e jovens.

Beth também sugere campanhas como as que se faz para incentivar o uso do cinto de segurança ou alertar sobre as leis de trânsito. "O problema é que o telefone toca e as pessoas atendem onde quer que estejam, sem perceber que precisam de toda a concentração se estiverem numa situação potencialmente perigosa", refere a pesquisadora.

Fonte: Daily Mail

Tuesday, December 11, 2012

Saturday, December 1, 2012

Thursday, November 29, 2012